15/01/2013

Efeitos Colaterais da Quimioterapia




Embora seja um tratamento eficaz para muitos tipos de câncer, a quimioterapia, assim como outros tratamentos de câncer, pode causar efeitos colaterais. Os tipos e a intensidade dos efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa, conforme o tipo, localização do câncer, a dose de tratamento e saúde da pessoa.

A quimioterapia ataca as células que estão crescendo ativamente, uma característica de células cancerosas, mas não faz distinção entre as células normais em crescimento ativo (tal como as células do sangue, boca, intestinos e cabelo) e as células cancerosas. Os efeitos colaterais ocorrem quando os danos da quimioterapia atingem células normais, saudáveis e que mantém funções do corpo e da aparência. No entanto, os médicos e os cientistas estão trabalhando continuamente para identificar novas drogas, métodos de administração (dosagem dos medicamentos), quimioterapia e combinações de tratamentos existentes que tenham um menos efeitos colaterais. Como resultado, muitos tipos de quimioterapia são mais fáceis de tolerar do que medicamentos usados até alguns anos atrás. Além disso, os médicos têm feito grandes progressos nos últimos anos na redução da dor, náuseas e vómitos, e outros efeitos colaterais. Durante seu tratamento o oncologista (médico do câncer) responsável irá trabalhar da melhor forma para prevenir ou evitar estes efeitos.

Efeitos Colaterais comuns da Quimioterapia

Diferentes drogas causam efeitos colaterais diferentes. Embora os efeitos colaterais possam ser previsíveis para determinadas classes de drogas, a experiência de cada pessoa com a quimioterapia é única. É sempre bom ter uma conversa com seu médico sobre os efeitos secundários específicos que podem ocorrer ou estão ocorrendo.

Com a maioria dos tipos de quimioterapia, a presença e a intensidade dos efeitos colaterais não serve como forma de medição de quão bem o tratamento está funcionando. No entanto, alguns efeitos colaterais da terapia-alvo, de fato, indicam a eficácia da medicação.

Os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia são:

Fadiga: Sensação persistente de cansaço ou exaustão. É o sintoma mais comum relatado pelos pacientes que recebem quimioterapia.

Feridas na boca e garganta: A quimioterapia pode danificar as células que revestem a boca e garganta. As feridas (também conhecidas como mucosite) aparecem geralmente de cinco a 14 dias após o tratamento com quimioterapia e podem ser infecciosas. No entanto, elas costumam sarar completamente quando o tratamento é terminado. Uma dieta e/ou higiene dental pobre durante o tratamento podem aumentar o risco de feridas na boca e garganta.

Diarréia: Certos medicamentos provocam a eliminação de resíduos moles ou líquidos. Um bom monitoramento sobre a alimentação pode prevenir e evitar que o paciente fique desidratado (condição quando o corpo não recebe a quantidade de líquidos que necessita) ou o desenvolvimento de outros problemas.

Náuseas e vômitos: A quimioterapia pode causar náuseas (vontade de vomitar, ou vomitar) e vômitos – um risco que depende do tipo e dose de quimioterapia. Com os medicamentos adequados, esses efeitos podem ser evitados em quase todos os pacientes.

Constipação: A quimioterapia, assim como alguns medicamentos para tratar náuseas e vômitos, dor, depressão, diarréia e pressão arterial, podem causar prisão de ventre, a passagem freqüente ou difícil de fezes. Pacientes também podem aumentar o risco de constipação caso não tenham uma dieta balanceado, não tomem bastante líquido, ou façam atividades físicas suficientes.

Doenças sanguíneas: A quimioterapia afeta a produção de novas células sanguíneas na medula óssea, o esponjoso, massa interna do osso. Testes são realizados para indicar as condições do sangue e fazer contagem de células, evitando que o paciente tenha anemia (diminuição a capacidade do sangue para levar oxigênio pelo corpo) ou outros problemas. Essas condições podem ser tratadas com medicamentos que estimulam a medula óssea a produzir mais células formadoras de sangue que se desenvolvem em hemácias, leucócitos e plaquetas.

Efeitos no sistema nervoso: Algumas drogas causam danos nos nervos, resultando em um ou mais dos seguintes sintomas nervo ou músculo-relacionados:

Formigamento
Queimação
Fraqueza ou dormência de mãos e pés
Fraqueza, dores musculares, cansaço
Perda de equilíbrio e dificuldades para andar
Agitação ou tremores
Torcicolo
Dor de cabeça
Problemas visuais
Dificuldade auditiva
Estes sintomas costumam diminuir quando a dose de quimioterapia é reduzida ou o tratamento é interrompido, no entanto, em alguns casos, o dano é permanente.

Problemas de memória ou elaboração de pensamentos: Alguns pacientes sentem dificuldade em pensar com clareza e concentrar-se após a quimioterapia. Sobreviventes do câncer geralmente se referem a este efeito colateral como o “cérebro químico”, enquanto os médicos podem se referir a ele como alterações cognitivas ou disfunção cognitiva.

Problemas Sexuais: A quimioterapia pode afetar a função sexual e fertilidade (capacidade da mulher de conceber um filho ou manter uma gravidez e habilidade de um homem ser pai de uma criança). Converse com seu médico sobre os possíveis efeitos colaterais sexuais e reprodutivos, antes do início do tratamento.

Além disso, a quimioterapia é capaz de prejudicar o feto durante a gravidez, principalmente se este é dado durante o primeiro trimestre de gravidez, quando os órgãos do feto ainda estão em desenvolvimento. As mulheres devem tomar precauções para evitar a gravidez durante o tratamento e informar o seu médico caso fiquem grávidas.

Perda de Apetite: As pessoas que recebem quimioterapia podem comer menos do que o habitual, não sentir fome, ou se sentir satisfeitas depois de comer apenas uma pequena quantidade. Uma contínua perda de apetite pode levar à perda de peso, desnutrição e perda de massa muscular e força, que podem dificultar a capacidade do organismo de se recuperar da quimioterapia. É importante manter uma dieta balanceada e indicada por especialistas para cada pessoa.

Dor: A quimioterapia pode causar dor, para algumas pessoas, incluindo feridas na boca, dores de cabeça, dor muscular, dor de estômago e dores de danos nos nervos, tais como dormência, ardor, ou dores de tiro (na maioria das vezes nos dedos das mãos e dos pés). A dor eventualmente diminui, mas algumas pessoas podem ter sintomas persistentes por meses ou anos de danos permanentes aos nervos. Os médicos podem tratar a dor ao focar na origem da dor, alterando a percepção da mesma, geralmente com medicamentos para alívio da dor. Podem também interferir com os sinais de dor enviados para o cérebro através de tratamentos da coluna vertebral.

Perda de Cabelo: Os pacientes que recebem a quimioterapia pode perder o cabelo por todo o corpo, gradualmente ou em grupos. Este efeito colateral frequentemente se inicia após as primeiras semanas ou sessões de quimioterapia e tende a aumentar por 1 a 2 meses de tratamento. O renascimento dos cabelos ocorre geralmente de 1 a 3 meses após início da terapia de manutenção ou após o fim da quimioterapia intensiva.

Efeitos Colaterais de longo prazo: Muitos efeitos colaterais da quimioterapia desaparecer no final do tratamento. No entanto, alguns podem persistir, retornar, ou surgirem mais tarde. Por exemplo, alguns tipos de quimioterapia estão associadas a danos permanentes em órgãos como o coração, pulmão, fígado, rins e sistema reprodutivo. Além disso, algumas pessoas sentem que as funções cognitivas (como o pensamento, concentração e memória) permanecem como um desafio por meses ou anos após o tratamento. Enquanto isso, alterações no sistema nervoso podem se desenvolver meses ou anos após o tratamento, e crianças que receberam a quimioterapia podem ter efeitos tardios (efeitos secundários que ocorrem vários anos após o diagnóstico de câncer e o tratamento bem sucedido).

Os sobreviventes de câncer têm maior risco de desenvolver um segundo câncer mais tarde na vida. Os cuidados de acompanhamento são essenciais para todos e podem incluir tanto exames físicos regulares como exames para monitorar a recuperação física e social nos próximos meses e anos após o tratamento.

informações: Cancer.net



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Um comentário:

Angela Fonseca disse...

Oi, Virna, menina do bem! Posso agregar informação com respeito às náuseas e vômitos? O gengibre fresco minimiza significativamente esse efeito colateral e, como consequência, o paciente se alimenta melhor. No google as pessoas podem encontrar muita informação sobre o gengibre e como usá-lo. Beijinhos, Angela
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